LEI Nº 719, DE 12 DE JULHO DE 1993.
Ementa Dispõe sobre o Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos do município, das autarquias e das fundações municipais.
A Prefeita Municipal de Taiobeiras faz saber que a Câmara Municipal aprovou e eu sanciono a seguinte lei:
TITULO I
DISPOSIÇÕES GERAIS
Art 27 A reversão far–se–á no mesmo cargo ou no cargo resultante de sua transformação.
Parágrafo Único. Encontrando-se provido este cargo, o funcionário exercerá suas atribuições como excedente, até a ocorrência de vaga.
Art 28 Não haverá reversão para o funcionário aposentado, que já tiver completado 60 (sessenta) anos de idade.
SEÇÃO VIII
DO ESTÁGIO PROBATÓRIO
Art 29 Ao entrar em exercício, o funcionário nomeado para o cargo de provimento efetivo ficará sujeito a estágio probatório, por período de 3 (três) anos, durante o qual sua aptidão e capacidade, serão objeto de avaliação para o desempenho do cargo, observando os seguintes fatores:
I – Assiduidade/Pontualidade: serão avaliados o cumprimento da jornada e dos horários de trabalho, com presença constante no serviço, de acordo com o estabelecido pelo responsável da área, com ausência efetivamente justificada;
II – Disciplina: serão avaliadas a maneira de agir e de executar os trabalhos conforme normas e regulamentos estabelecidos;
III – Capacidade de iniciativa: será avaliada capacidade de pronta-reação antecipando-se na busca de alternativas (ideias e ações) para solução de problemas, com decisões acertadas;
IV – Produtividade, conhecimento técnico e eficiência: serão avaliados o grau de domínio e capacidade de aplicação do conhecimento na execução do trabalho que lhe é designado, buscando soluções adequadas, apesar das dificuldades e limitações;
V – Responsabilidade: será avaliada a atuação comprometida com os objetivos do serviço público, com profissionalismo e responsabilidade, pelas consequências do seu trabalho dentro e fora da Instituição, contribuindo para construção de sua boa imagem;
VI – Respeito e compromisso para com a instituição: será avaliada a postura ética e profissional em todos os atos e palavras, demonstrando princípios de receptividade, respeito e educação, interagindo com os colegas e dando sua contribuição pessoal, de forma a assegurar a satisfação do usuário do serviço público.
Art 30 O chefe imediato do funcionário em estágio probatório informará a seu respeito, reservadamente, 60 (sessenta) dias antes do término do período, ao órgão de pessoal, com relação ao preenchimento dos requisitos mencionados no artigo anterior.
§ 1º. De posse da informação, órgão de pessoal emitirá parecer concluindo a favor ou contra, a confirmação do funcionário em estágio.
§ 2º. Se o parecer for contrário à permanência do funcionário, dar–se–lhe–á conhecimento deste, para efeito de apresentação de defesa escrita, no prazo de 10 (dez) dias.
§ 3º. O órgão de pessoal encaminhará o parecer e a defesa a autoridade municipal competente, que decidirá sobre a exoneração ou a manutenção do funcionário.
§ 4º. Se a autoridade considerar aconselhável a exoneração do funcionário, serlhe–á encaminhado o respectivo ato; caso contrário fica automaticamente ratificado o ato de nomeação.
§ 5º. A apuração dos requisitos mencionados no artigo 29 deverá processar-se de modo que a exoneração, se houver, possa ser feita antes de findo o período de estágio probatório.
Art 31 Ficará dispensado de novo estágio probatório o funcionário estável que for nomeado para outro cargo público municipal.
SEÇÃO IX
DA REINTEGRAÇÃO
Art 32 Reintegração é a investidura do funcionário no cargo anteriormente ocupado ou no cargo resultante de sua transformação, quando invalidada a sua demissão por decisão administrativa judicial, com o ressarcimento de todas as vantagens.
§ 1º. Na hipótese de o cargo ter sido extinto, o funcionário ficará em disponibilidade, observado o disposto nos artigos 39 e 41.
§ 2º. Encontrando- se provido o cargo, o seu eventual ocupante será reconduzido ao cargo de origem, sem direito a indenização ou aproveitamento em outro cargo, ou, ainda, posto em disponibilidade remunerada.
CAPITULO III
DO TEMPO DE SERVIÇO
Art 33 A apuração do tempo de serviço será feita em dias, sendo convertidos em anos, considerado o ano como 365 (trezentos e sessenta e cinco) dias.
Parágrafo Único. Feita a conversão, os dias restantes até 182 (cento e oitenta e dois), não serão computados, arredondando-se para um ano quando excederem este número, para efeito de aposentadoria.
Art 34 Além das ausências ao serviço previstas no artigo 113, são considerados como de efetivo exercício os afastamentos em virtude de:
I – férias;
II – exercício de cargo em comissão ou equivalente em órgão ou entidade federal, estadual, municipal ou distrital;
III – participação em programa de treinamento instituído e autorizado pelo respectivo órgão ou repartição municipal;
IV – desempenho de mandato eletivo, federal, estadual, municipal, ou do Distrito Federal, exceto para promoção por merecimento;
V – júri, e outros serviços obrigatórios por lei;
VI – licenças previstas nos incisos V, VI, VIII e IX do artigo 81.
Parágrafo Único. É vedada a contagem cumulativa de tempo de serviço prestado, concomitantemente, em mais de um cargo ou função de órgão ou entidade dos Poderes da União, Estado, Distrito Federal e municípios.
CAPITULO IV
DA VÂCÂNCIA
Art 35 A vacância do cargo público ocorrerá de:
I – exoneração;
II – demissão;
III – promoção;
IV – acesso;
V – aposentadoria;
VI – posse em outro cargo inacumulável;
VII – falecimento.
Art 36 A exoneração de cargo efetivo dar–se–á a pedido do funcionário ou de ofício.
Parágrafo Único. A exoneração de ofício dar–se–á:
I – quando não satisfeitas as condições do estágio probatório;
II – quando, por decorrência de prazo, ficar extinta a disponibilidade;
III – quando, tendo tomado posse, não entrar em exercício.
Art 37 A exoneração de cargo em comissão dar–se–á:
I – a juízo da autoridade competente;
II – a pedido do próprio funcionário.
Art 38 A vaga ocorrerá na data:
I – do falecimento do ocupante do cargo;
II – da publicação do decreto que transferir aposentar, demitir ou exonerar o ocupante do cargo;
III – da publicação da lei que criar o cargo, e conceder dotação para o seu provimento, ou da que determinar apenas esta última medida, se o cargo estiver criado;
IV – da aceitação de outro cargo, pela posse no mesmo quando esta decorra acumulação legalmente vedada.
CAPITULO V
DA DISPONIBILIDADE E DO PROVIMENTO
Art 39 Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade, o funcionário estável ficará em disponibilidade, com remuneração integral.
Art 40 O retorno à atividade de funcionário em disponibilidade far–se–á mediante aproveitamento obrigatório no prazo máximo de 12 (doze) meses em cargo de atribuições e vencimentos compatíveis com o anteriormente ocupado.
Parágrafo Único. O órgão de pessoal determinará o imediato aproveitamento do funcionário em disponibilidade em vaga que vier a ocorrer nos órgãos ou entidades da Administração Pública Municipal.
Art 41 O aproveitamento de funcionário que se encontre em disponibilidade dependerá de prévia comprovação de sua capacidade física e mental, por junta médica oficial.
§ 1º. Se julgado apto, o funcionário assumirá o exercício do cargo no prazo de 30 (trinta) dias contados da publicação do ato de aproveitamento.
§ 2º. Verificada a incapacidade definitiva, o funcionário em disponibilidade será aposentado.
Art 42 Será tornado sem efeito o aproveitamento e extinta a disponibilidade se o funcionário não entrar em exercício no prazo legal.
§ 1º. A hipótese prevista neste artigo configurará abandono de cargo apurado mediante inquérito na forma desta lei.
§ 2º. Nos casos de extinção de órgão ou entidade, os funcionários estáveis que não puderem ser redistribuídos na forma deste artigo, serão colocados em disponibilidade, até seu aproveitamento.
CAPITULO VI
DA SUBSTITUIÇÃO
Art 43 A substituição será automática ou dependerá de ato da administração.
§ 1º. A substituição será gratuita, salvo se exceder a 30 (trinta) dias, quando será remunerada e por todo período.
§ 2º. No caso de substituição remunerada, o substituto perceberá o vencimento do cargo em que se der a substituição, salvo se optar pelo do seu cargo.
§ 3º. Em caso excepcional, atendida a conveniência da Administração, o titular do cargo de direção ou chefia poderá ser nomeado ou designado, cumulativamente, como substituto para outro cargo da mesma natureza, até que se verifique a nomeação ou designação do titular; nesse caso, somente perceberá o vencimento correspondente a um cargo.
TITULO II
DOS DIREITOS E VANTAGENS
e cinco por cento, computando-se cada hora como sendo de 52 (cinquenta e dois) minutos e 30 (trinta) segundos.
Parágrafo Único. Em se tratando de serviço extraordinário, o acréscimo de que trata este artigo incidirá sobre o valor da hora normal de trabalho, acrescido do respectivo percentual extraordinário.
SUBSEÇÃO VII
DO ABONO FAMILIAR
Art 76 Será concedido abono familiar ao funcionário ativo ou inativo:
I – pelo cônjuge ou companheira do funcionário que viva, comprovadamente, em sua companhia e que não exerça atividade remunerada e nem tenha renda própria;
II – por filho menor de 21 (vinte e um) anos, que não exerça atividade remunerada e nem tenha renda própria;
III – por filho invalido ou mentalmente incapaz, sem renda própria.
IV – por filha solteira que não exerça profissão lucrativa;
V – por filho estudante em qualquer idade, que frequentar curso de qualquer grau, em estabelecimento de ensino oficial ou particular e não exerça atividade lucrativa.
§ 1º. Compreende-se, neste artigo, o filho de qualquer condição, o enteado, o adotivo e o menor que, mediante autorização judicial, estiver sob a guarda e o sustento do funcionário.
§ 2º. Para efeito deste artigo, considera-se renda própria ou atividade remunerada o recebimento de importância igual ou superior ao valor de referência vigente no Município.
§ 3º. Quando pai ou mãe forem funcionários municipais, ativos ou inativos, o abono será concedido apenas a um deles.
§ 4º. Ao pai e mãe equiparem-se padrasto a madrasta e, na falta destes, os representantes legais dos incapazes.
Art 77 Ocorrendo o falecimento do funcionário, o abono familiar continuará a ser pago a seus beneficiários, por intermédio da pessoa em cuja guarda se encontrem, enquanto fizerem jus á concessão.
§ 1º. Com o falecimento do funcionário e á falta do responsável pelo recebimento do abono familiar, será assegurado aos beneficiários o direito a sua percepção enquanto assim fizerem jus.
§ 2º. Passará a ser efetuado ao cônjuge sobrevivente o pagamento do abono familiar correspondente ao beneficiário que vivia sob a guarda e sustento do funcionário falecido, deste que aquele consiga autorização judicial para mantê-lo e ser seu responsável.
§ 3º. Caso o funcionário não haja requerido o abono familiar relativo a seus dependentes, o requerimento poderá ser feito após sua morte pela pessoa cuja guarda e sustento se encontrem, operando seus efeitos a partir da data do pedido.
Art 78 O valor do abono familiar será igual a cinco por cento do valor do salário mínimo vigente, devendo ser pago a partir da data em que for protocolado o requerimento.
Parágrafo Único. O responsável pelo recebimento do abono familiar deverá apresentar, no mês de julho de cada ano, declaração de vida e residência dos dependentes, sob pena de ter suspenso o pagamento da vantagem.
Art 79 Nenhum desconto incidirá sobre o abono familiar, nem este servirá de base a qualquer contribuição, ainda que para fins de previdência social.
Art 80 Todo aquele que, por ação ou omissão, der causa a pagamento indevido de abono familiar, ficará obrigado á sua restituição, sem prejuízo das demais cominações legais.
SUBSEÇÃO VIII
DO ADICIONAL TRINTENÁRIO
Art 81 O Funcionário terá direito a adicional de 10% (dez por cento) sobre o vencimento, mais as gratificações inerentes ao exercício do cargo, quando completar trinta anos de serviço.
CAPITULO IV
DAS LICENÇAS
SEÇÃO I
DISPOSIÇÕES GERAIS
Art 82 Conceder–se–á ao funcionário licença:
I – para tratamento de saúde;
II – á gestante, á adotante e a paternidade;
III – por acidente no exercício de suas atribuições;
IV – por motivo de doença em pessoa da família;
V – quando convocado para o serviço militar;
VI – para atividade política;
VII – para tratar de interesses particulares;
VIII – para desempenho do mandato classista;
IX – prêmio.
§ 1º. A licença prevista no inciso IV será precedida de atestado ou exame médico e comprovação do parentesco.
§ 2º. O funcionário não poderá permanecer em licença da mesma espécie por período superior a 24 (vinte e quatro) meses, salvo nos casos dos incisos II e V.
§ 3º. É vedado o exercício de atividade remunerada, durante o período de licença prevista no inciso II deste artigo.
Art 83 A licença concedida dentro de 60 (sessenta) dias do término de outra, da mesma espécie, será considerada como prorrogação.
SEÇÃO II
DA LICENÇA PARA TRATAMENTO DE SAÚDE
Art 84 Será concedida ao funcionário licença para tratamento de saúde, a pedido ou de ofício, com base em perícia médica, sem prejuízo da remuneração a que fizer jus.
Art 85 Para licença até 30 (trinta) dias, a inspeção será feita por médico indicado pelo órgão de pessoal e, se, por prazo superior, por junta médica oficial.
§1º. Sempre que necessária, a inspeção médica será realizada na residência do funcionário ou no estabelecimento hospitalar, onde se encontrar internado.
§ 2º. Inexistindo médico do órgão ou entidade no local onde se encontra o funcionário, será aceito atestado passado por médico particular, que deverá ser homologado por médico do Município.
Art 86 Findo o prazo de licença, o funcionário será submetido a nova inspeção médica, que concluirá pela volta ao serviço, pela prorrogação da licença ou pela aposentadoria.
Art 87 O atestado e o laudo da junta médica não se referirão ao nome ou natureza da doença, salvo quando se tratarem de lesões produzidas por acidente em serviço, doença profissional ou quaisquer das doenças especificadas no art. 53, inciso I.
Art 88 O funcionário que apresentar indícios de lesões orgânicas ou funcionais, será submetido a inspeção médica.
SEÇÃO III
DA LICENÇA Á GESTANTE, A ADOTANTE E DA LICENÇA-PATERNIDADE
Art 89 Será concedida licença á funcionária gestante por 120 (cento e vinte) dias consecutivos, sem prejuízo da remuneração.
§ 1º. A licença poderá ter início no primeiro dia do 9º (nono) mês de gestação, salvo antecipação por descrição médica.
§ 2º. No caso de nascimento prematuro, a licença terá inicio a partir do parto.
§ 3º. No caso de natimorto, decorridos 30 (trinta) dias do fato, a funcionária será submetida a exame médico e, se julgada apta, reassumirá o exercício.
Art 90 Pelo nascimento de filho, o funcionário terá direito á licença paternidade de 5 (cinco) dias consecutivos.
Art 91 Para amamentar o próprio filho, até a idade de 6 (seis) meses, a funcionária terá direito, durante a jornada de trabalho, a 1 (uma) hora, que poderá ser parcelada em 2 (dois) períodos de meia hora.
Art 92 A funcionária que adotar ou obtiver guarda judicial de criança de até 1 (um) ano de idade, serão concedidos 90 (noventa) dias de licença remunerada, para ajustamento do adotado ao novo lar.
Parágrafo Único. No caso de adoção ou guarda judicial de criança com mais de 1(um) ano de idade, o prazo de que trata este artigo será 30 (trinta) dias.
SEÇÃO IV
DA LICENÇA POR ACIDENTE NO EXERCÍCIO DE SUAS ATRIBUIÇÕES
Art 93 Será licenciado, com remuneração integral, o funcionário acidentado no exercício de suas atribuições.
Art 94 Configura acidente em serviço, o dano físico ou mental, sofrido pelo funcionário e que se relacione, mediata ou imediatamente, com as atribuições do cargo exercido.
Parágrafo Único. Equipara-se ao acidente, em exercício, o dano:
I – decorrente de agressão sofrida e não provocada pelo funcionário no exercício do cargo;
II – sofrido no percurso da residência para o trabalho e vice–versa.
Art 95 O funcionário acidentado em serviço, que necessite de tratamento especializado, poderá ser tratado em instituição privada, á conta de recursos públicos.
Parágrafo Único. O tratamento recomendado por junta médica oficial, constitui medida de exceção e somente será admissível, quando inexistirem meios e recursos adequados em instituição pública.
Art 96 A prova do acidente será feita no prazo de 10 (dez) dias, prorrogável, quando as circunstâncias o exigirem.
SEÇÃO V
DA LICENÇA POR MOTIVO DE DOENÇA EM PESSOA DA FAMILIA
Art 97 Poderá ser concedida licença ao servidor por motivo de doença do cônjuge ou companheiro, dos pais, dos filhos, do padrasto ou madrasta e enteado, ou dependente que viva a suas expensas e conste do seu assentamento funcional, mediante comprovação por perícia médica oficial.
§ 1º. A licença somente será deferida se a assistência direta do funcionário for indispensável e não puder ser prestada, simultaneamente, com o exercício do cargo, o que deverá ser apurado, através de acompanhamento social.
§ 2º. A licença será concedida sem prejuízo da remuneração do cargo efetivo, até 30 (trinta) dias, podendo ser prorrogada por igual período, mediante parecer de junta médica, e excedendo estes prazos, sem remuneração.
§ 3º. A licença prevista neste artigo será concedida se não houver prejuízo para o serviço público.
§ 4º. A licença de que trata o caput, incluídas as prorrogações, poderá ser concedida a cada período de 12(doze) meses nas seguintes condições:
I – por até 60 (sessenta) dias, consecutivos ou não, mantida a remuneração do servidor; e
II – por até 90 (noventa) dias, consecutivos ou não, sem remuneração.
§ 5º. O início do interstício de 12 (doze) meses será contado a partir da data do deferimento da primeira licença concedida.
§ 6º. A soma das licenças remuneradas e das licenças não remuneradas, incluídas as respectivas prorrogações, concedidas em um mesmo período de 12 (doze) meses, observado o disposto no § 5o, não poderá ultrapassar os limites estabelecidos nos incisos I e II do § 4º.
SEÇÃO VI
DA LICENÇA PARA SERVIÇO MILITAR
Art 98 Ao funcionário convocado para o serviço militar, será concedida a licença, á vista de documento oficial.
§ 1º. Do vencimento do funcionário será descontada a importância percebida na qualidade de incorporado, salvo se tiver havido opção pelas vantagens do serviço militar.
§ 2º. Ao funcionário desincorporado, será concedido prazo, não excedente a 7 (sete) dias, para reassumir o exercício sem a perda do vencimento.
SEÇÃO VII
DA LICENÇA PARA ATIVIDADE POLÍTICA
Art 99 O funcionário terá direito a licença, sem remuneração, durante o período que mediar entre a sua escolha, em convenção partidária, como candidato a cargo eletivo, e a véspera do registro de sua candidatura perante a Justiça Eleitoral.
§1º. A partir do registro da candidatura e até o 10º. (décimo) dia seguinte ao da eleição, o funcionário fará jus a licença como se em efetivo exercício estivesse, sem prejuízo de sua remuneração, mediante comunicação, por escrito, do afastamento.
§ 2º. O disposto no parágrafo anterior não se aplica aos ocupantes de cargo em comissão.
SEÇÃO VIII
DA LICENÇA PARA TRATAR DE INTERESSES PARTICULARES
Art 100 A critério da administração poderá ser concedida ao funcionário estável licença para o trato de assuntos particulares, pelo prazo de até dois anos consecutivos, sem direito a remuneração.
§ 1º. A licença poderá ser interrompida a qualquer tempo, a pedido do funcionário ou no interesse do serviço.
§ 2º. Não se concederá nova licença antes de decorridos 2 (dois) anos do término da anterior.
Art 101 Ao funcionário ocupante do cargo em comissão não se concederá a licença de que trata o artigo anterior.
SEÇÃO IX
DA LICENÇA PARA O DESEMPENHO DE MANDATO CLASSISTA
Art 102 É assegurado ao funcionário o direito a licença para desempenho de mandato em confederação, federação, associação de classe de âmbito nacional ou sindicato representativo da categoria ou entidade fiscalizadora da profissão, sem remuneração.
§ 1º. Somente poderão ser licenciados os funcionários eleitos para cargo de direção ou representação nas referidas entidades, até o máximo de 3 (três), por entidade.
§ 2º. A licença terá duração igual a do mandato, podendo ser prorrogada no caso de reeleição e por uma única vez.
§ 3º. O funcionário ocupante de cargo em comissão ou função gratificada deverá desincompatibilizar-se do cargo em função, quando empossar-se no mandato de que trata este artigo.
SEÇÃO X
DA LICENÇA PRÊMIO
Art 103 O servidor gozará licença-prêmio correspondente a cada cinco anos de ininterrupto de efetivo exercício no serviço público municipal, na base de 3 (três) meses por quinquênio, com direito à remuneração e todos as demais vantagens do cargo, excetuados, as gratificações por serviço extraordinário e extensão de jornada.
§ 1º. É facultado ao funcionário fracionar a licença de que se trata o caput em até 3 (três) vezes.
§ 2º. Será admitida a conversão de licença-prêmio em espécie, por opção do servidor, no interesse do serviço. (Nova redação dada pela Lei nº 1.301, de 28/03/16).
Art 103 103-A. As licenças-prêmios serão concedidas para gozo integral ou parcial.
§ 1º. No caso do gozo parcial os períodos não poderão ser superiores a 02 (dois) meses por semestre.
§ 2º. No interesse do serviço, a critério da autoridade, as licença-prêmio poderão ser convertidas em pagamento, não podendo este ultrapassar a um mês por ano.
Art 104 Não se concederá licença-prêmio ao funcionário que, no período aquisitivo:
I – sofrer penalidade disciplinar de suspenção;
II – afastar-se do cargo em virtude de:
a) licença por motivo de doença em pessoa da família sem remuneração;
b) licença para tratar de interesses particulares;
c) condenação e pena privativa de liberdade por sentença definitiva;
d) desempenho de mandato classista.
Parágrafo Único. As faltas injustificadas ao serviço retardarão a concessão da licença prevista neste artigo, na proporção de 1 (um) mês para cada falta.
Art 105 O número de funcionários em gozo simultâneo de licença prêmio não poderá ser superior a 1/3 (um terço) da lotação da respectiva unidade administrativa do órgão ou entidade.
Art 106 A requerimento do servidor, a licença-prêmio poderá ser convertida em espécie, ou, para efeito de aposentadoria, a contagem em dobro das não gozadas.
CAPÍTULO V
DAS FÉRIAS
Art 107 O funcionário gozará obrigatoriamente, 30 (trinta) dias consecutivos de férias por ano, concedidas de acordo com a escala organizada pela chefia imediata.
§ 1º. A escala de férias poderá ser alterada por autoridade superior, ouvido o chefe imediato do funcionário.
§ 2º. As férias serão reduzidas a 20 (vinte) dias quando o funcionário contar, no período aquisitivo, com mais de 9 (nove) faltas, não justificadas, ao trabalho.
§ 3º. Somente depois de 9 (nove) meses de exercício, o funcionário terá direito a férias.
§ 4º. Durante as férias, o funcionário terá direito, além do vencimento, a todas as vantagens que percebia no momento em que passou a usufrui-las.
§ 5º. Será permitida a conversão de 1/3 (um terço) das férias em dinheiro, mediante requerimento do funcionário, apresentado 30 (trinta) dias antes do início, vedada qualquer outra hipótese de conversão em dinheiro.
Art 108 É vedada a acumulação de férias, salvo por imperiosa necessidade do serviço e pelo máximo de 2 (dois) períodos, atestada a necessidade pelo chefe imediato do funcionário.
Art 109 Perderá o direito a férias o funcionário que, no período aquisitivo, houver gozado das licenças a que se referem os incisos IV, VII, VIII e IX do art. 82.
Art 110 No cálculo do abono pecuniário, será considerado o valor adicional de férias, previsto no artigo 111.
Art 111 O funcionário que opera direta e permanentemente com raios X ou substâncias radioativas gozará, obrigatoriamente, 20 (vinte) dias consecutivos de férias, por semestre de atividade profissional, proibida, em qualquer hipótese, a acumulação.
Parágrafo Único. O funcionário referido neste artigo não fará jus ao abono pecuniário de que trata o artigo anterior.
Art 112 Independentemente de solicitação. Será pago ao funcionário, por ocasião das férias, um adicional de 1/3 (um terço) da remuneração correspondente ao do período das férias.
Parágrafo Único. No caso do funcionário exercer função gratificada ou ocupar cargo na comissão, a respectiva vantagem será considerada no cálculo do adicional de que trata este artigo.
Art 113 O funcionário em regime de acumulação lícita perceberá o adicional calculado sobre a remuneração dos cargos, cujo período aquisitivo lhe garanta o gozo das férias.
Parágrafo Único. O adicional de férias será devido em função de cada cargo exercido pelo servidor.
CAPITULO VI
DAS CONCESSÕES
Art 114 Sem qualquer prejuízo, poderá o funcionário ausentar-se do serviço:
I – por 1 (um) dia, para doação de sangue;
II – por 2 (dois) dias, para alistar-se como eleitor;
III – por 7 (sete) dias consecutivos em razão de:
a) casamento;
b) falecimento de cônjuge, companheiro, pais, madrasta ou padrasto, filhos, enteados, menos sob guarda ou tutela de irmãos.
Art 115 Poderá ser concedido horário especial ao funcionário estudante, quando comprovada a incompatibilidade entre o horário escolar e o da repartição, sem prejuízo do exercício do cargo.
Parágrafo Único. Para efeito do disposto neste artigo, será exigida a compensação de horário na repartição, respeitada a duração semanal do trabalho.
Art 116 O funcionário poderá ser cedido mediante requisição para ter exercício em outro órgão ou entidade dos poderes da União, dos estados, do Distrito Federal e dos Municípios, nas seguintes hipóteses:
I – para exercício de cargo em comissão ou função de confiança;
II – em casos previstos em leis específicas.
Parágrafo Único. Na hipótese do inciso I deste artigo, o ônus da remuneração será do órgão ou entidade requisitante.
Art 117 O funcionário estável poderá ausentar-se do município para estudo, deste que autorizado pela maior autoridade a que estiver subordinado.
Parágrafo Único. A ausência de que trata este artigo não excederá 4 (quatro) anos e findo o período, somente decorrido outro, será permitida nova ausência, ou licença para tratar de interesse particular.
CAPITULO VII
DO EXERCÍCIO DE MANDATO ELETIVO
Art 118 Ao funcionário municipal investido em mandato eletivo, aplicam-se as disposições previstas na constituição da república.
Parágrafo Único. O funcionário investido em mandato eletivo municipal é inamovível de oficio pelo tempo de duração de seu mandato.
CAPITULO VIII
DA ASSISTÊNCIA Á SAÚDE
Art 119 A assistência á saúde do funcionário ativo ou inativo e de sua família, compreende assistência médica, hospitalar, odontológica, psicológica e farmacêutica, prestada pelo Sistema Único de Saúde ou diretamente pelo órgão ou entidade ao qual estiver vinculado o funcionário ou ainda, mediante convênio, na forma estabelecida em ato próprio.
CAPITULO IX
DO DIREITO DE PETIÇÃO
Art 120 É assegurado ao funcionário requerer aos poderes públicos, em defesa de direito ou interesse legítimo.
Art 121 O requerimento será dirigido à autoridade competente para decidi-lo e encaminhado por intermédio daquela a que estiver imediatamente subordinado o requerente.
Art 122 Cabe pedido de reconsideração à autoridade que houver expedido o ato ou proferido a primeira decisão, não podendo ser revogado.
Parágrafo Único. O requerimento e o pedido de reconsideração de que tratam os artigos anteriores, deverão ser despachados no prazo de 5 (cinco) dias e decididos dentro de 30 (trinta) dias.
Art 123 Caberá recurso:
I – do indeferimento do pedido de reconsideração;
II – das decisões sobre os recursos sucessivamente interpostos.
§ 1º. O recurso será dirigido à autoridade imediatamente superior à que tiver expedido o ato ou proferido a decisão, e, sucessivamente, em escala ascendente ás demais autoridades.
§ 2º. O recurso será encaminhado por intermédio da autoridade a que estiver imediatamente subordinado o requerente.
Art 124 O prazo para interposição de pedido de reconsideração ou de recurso é de 30 (trinta) dias, a contar da publicação ou ciência pelo interessado da decisão recorrida.
Art 125 O recurso poderá ser percebido com efeito suspensivo, a juízo da autoridade competente.
Parágrafo Único. Em caso de provimento do pedido de reconsideração ou de recurso, os efeitos da decisão, retroagirão à data do ato impugnado.
Art 126 O direito de requerer prescreve:
I – em 5 (cinco) anos, quanto aos atos de demissão e de cassação de aposentadoria, disponibilidade, ou que afetem interesse patrimonial e créditos resultantes das relações de trabalho;
II – em 60 (sessenta) dias, nos demais casos, salvo quando outro prazo for fixado em lei.
Parágrafo Único. O prazo de prescrição será contado da data da publicação do ato impugnado ou da data da ciência, pelo interessado, quando o ato for publicado.
Art 127 O pedido de reconsideração e o recurso, quando cabível, interrompem a prescrição.
Parágrafo Único. Interrompida a prescrição, o prazo recomeçará a correr pelo restante, no dia em que cessar a interrupção.
Art 128 A prescrição é de ordem pública, não podendo ser relevada pela administração.
Art 129 Para o exercício do direito de petição, é assegurada vista ao processo ou documento, na repartição, ao funcionário ou ao procurador, por ele constituído.
Art 130 A administração deverá rever seus atos, a qualquer tempo, quando eivados de ilegalidade.
Art 131 São fatais e improrrogáveis os prazos estabelecidos neste capitulo, salvo motivo de forma maior, devidamente comprovado.
TITULO III
DO REGIME DISCIPLINAR
CAPITULO I
DOS DEVERES
Art 132 São deveres do funcionário:
I – exercer com zelo e dedicação as atribuições do cargo;
II – ser leal ás instituições a que servir;
III – observar, as normas legais e regulamentares;
IV – cumprir as ordens superiores, exceto quando manifestamente ilegais;
V – atender com presteza:
a) ao público em geral, prestando as informações requeridas, ressalvadas as protegidas por sigilo;
b) á expedição de certidões requeridas para defesa de direito ou esclarecimento de situação de interesse pessoal ;
c) às requisições para defesa da fazenda pública;
VI – levar ao conhecimento da autoridade superior as irregularidades de que tiver ciência em razão do cargo;
VII – zelar pela economia do material e pela conservação do patrimônio público;
VIII – guardar sigilo sobre assuntos da repartição;
IX – manter conduta compatível com a moralidade administrativa;
X – ser assíduo e pontual ao serviço;
XI – tratar com humanidade as pessoas;
XII – representar contra a ilegalidade ou abuso do poder.
Parágrafo Único. A representação de que trata o inciso XII, será encaminhada pela via hierárquica e obrigatoriamente, apreciada pela autoridade superior àquela contra qual é formulada, assegurando-se ao representado direito de defesa.
SEÇÃO I
DAS PROIBIÇÕES
Art 133 Ao funcionário é proibido:
I – ausentar-se do serviço durante expediente, sem prévia autorização do chefe imediato;
II – retirar sem prévia anuência da autoridade competente, qualquer documento ou objeto da repartição;
III – recusar fé a documentos públicos;
IV – opor resistência injustificada ao andamento de documento e processo ou execução de serviço;
V – promover manifestação de apreço ou desapreço da repartição;
VI – referir-se de modo depreciativo ou desrespeitoso às autoridades públicas ou aos atos de poder público, mediante manifestação escrita ou oral, podendo, porém, criticar ato do poder público, do ponto de vista doutrinário ou da organização do serviço, em trabalho assinado;
VII – cometer a pessoa estranha à repartição, fora dos casos previstos em lei, o desempenho de atribuições que seja de sua responsabilidade ou de seu subordinado;
VIII – compelir ou aliciar outro funcionário no sentido de filiação a associação profissional, sindical ou partido político;
IX – manter sob sua chefia imediata, cônjuge, companheiro ou parente até segundo grau civil;
X – valer-se de cargo para lograr proveito pessoal ou de outrem, em detrimento da dignidade da função pública;
XI – participar da gerência ou da administração de empresa privada, de sociedade civil, ou exercer comércio e, nessa qualidade, transacionar com o município, exceto se a transação for precedida de licitação;
XII – atuar, como procurador ou intermediário, junto a repartições públicas, salvo enquanto se tratar de benefícios previdenciários ou assistenciais, de parentes até segundo grau e de cônjuge ou companheiro;
XIII – receber propina, comissão, presente ou vantagem de qualquer espécie, em razão de suas atribuições;
XIV – praticar usuras sob quaisquer de suas formas;
XV – proceder de forma desidiosa;
XVI – utilizar pessoal ou recursos materiais da repartição em serviço ou atividades particulares;
XVII – cometer a outro funcionário atribuições estranhas às do cargo que ocupa, exceto em situação transitória de emergência;
XVIII – exercer quaisquer outras atividades que sejam compatíveis com o exercício do cargo ou função e com o horário de trabalho.
SEÇÃO II
DA ACUMULAÇÃO
Art 134 Ressalvados os casos previstos na constituição da republica, é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos.
§ 1º. A proibição de acumular estende-se a cargos, empregos e funções em autarquias, fundações e empresas públicas, sociedade de economia mista da União, do Distrito Federal, dos Estados, dos territórios e Municípios.
§ 2º. A acumulação de cargos, ainda que lícita, fica condicionada á comprovação de compatibilidade de horários.
Art 135 O funcionário não poderá exercer mais de um cargo em comissão, nem ser remunerado pela participação em órgão de deliberação coletiva.
Art 136 O funcionário vinculado ao regime desta lei, que acumular licitamente 2 (dois) cargos de carreira, quando investido em cargo de provimento em comissão, ficará afastado de ambos os cargos efetivos.
§ 1º. O afastamento previsto neste artigo ocorrerá apenas em relação a um dos cargos, se houver compatibilidade de horários.
§ 2º. O funcionário que se afastar de um dos cargos que ocupa poderá optar pela remuneração deste ou pela do cargo em comissão.
SEÇÃO III
DAS RESPONSABILIDADES
Art 137 O funcionário responde civil, penal e administrativamente, pelo exercício irregular de suas atribuições.
Art 138 A responsabilidade civil decorre de ato omissivo, doloso ou culposo, que resulte em prejuízo ao Erário ou a terceiros.
§ 1º. A indenização de prejuízo dolosamente causado ao Erário, somente será liquidada na forma prevista no art. 50, na falta de outros bens que assegurem a execução do débito, pela via judicial.
§ 2º. Tratando-se de dano causado a terceiros, responderá o funcionário perante a fazenda pública em ação regressiva.
§ 3º. A obrigação de reparar o dano estende-se aos sucessores e contra eles será executada, até o limite do valor da herança recebida.
Art 139 A responsabilidade penal abrange os crimes e contravenções imputados ao funcionário, nessa qualidade.
Art 140 A responsabilidade administrativa resulta de ato omissivo ou comissivo, praticado no desempenho do cargo ou função.
Art 141 As sanções civis, penais e administrativas poderão cumular-se, sendo independentes entre si.
Art 142 A responsabilidade civil ou administrativa do funcionário, será afastada no caso de absolvição criminal, que negue a existência do fato ou a sua autoria.
SEÇÃO IV
DAS PENALIDADES
Art 143 São penalidades disciplinares:
I – advertência;
II – suspensão;
III – demissão;
IV – extinção de aposentadoria ou disponibilidade;
V – destituição de cargo em comissão.
Art 144 Na aplicação das penalidades serão consideradas a natureza e a gravidade da infração cometida, os danos que dela provierem para o serviço público, as circunstâncias agravantes ou atenuantes e os antecedentes funcionais.
Art 145 A advertência será aplicada por escrito, nos casos de violação de proibição constantes do art. 132, incisos I a IX, e de inobservância de dever funcional previsto em lei, regulamento ou norma interna, que não justifique imposição de penalidade mais grave.
Art 146 A suspensão será aplicada em caso de reincidência das faltas punidas com advertência e de violação das demais proibições que não tipifiquem infração sujeita a penalidade de demissão, não podendo exceder de 90 (noventa) dias.
§ 1º. Será punido com suspensão de até 15 (quinze) dias o funcionário que, injustificadamente, recusar-se a ser submetido à inspeção médica, determinada pela autoridade competente, cessando os efeitos de penalidade, uma vez cumprida a determinação.
§ 2º. Quando houver conveniência para o exercício, a penalidade de suspensão poderá ser convertida em multa, na base de 50% (cinquenta por cento) por dia do vencimento ou remuneração, ficando o funcionário obrigado a permanecer em serviço.
Art 147 As penalidades de advertência e de suspensão terão seus registros cancelados, após o decurso de 3 (três) e 5 (cinco) anos de efetivo exercício, respectivamente, se o funcionário não houver, nesse período, praticado nova infração disciplinar.
Parágrafo Único. O cancelamento de penalidade não surtirá efeitos retroativos.
Art 148 A demissão será aplicada nos seguintes casos:
I – crime contra a Administração Pública;
II – abandono do cargo;
III – inassiduidade habitual;
IV – improbidade administrativa;
V – incontinência pública e conduta escandalosa;
VI – insubordinação grave em serviço;
VII – ofensa física, em serviço, a funcionário ou a particular, salvo em legítima defesa ou defesa de outrem;
VIII – aplicação irregular de dinheiro público;
IX – revelação de segredo apropriado em razão do cargo;
X – lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio municipal;
XI – corrupção;
XII – acumulação ilegal de cargos, empregos ou funções públicas;
XIII – transgressão do art. 132, incisos X a XVII.
Art 149 Verificada, em processo disciplinar, acumulação proibida e provada a boa–fé, o funcionário optará por um dos cargos.
§ 1º. Provada a má-fé, perderá também o cargo que exercia a mais tempo e restituirá o que tiver percebido indevidamente.
§ 2º. Na hipótese do parágrafo anterior, sendo um dos cargos, emprego ou função exercido num outro órgão ou entidade, a demissão lhe será comunicada.
Art 150 Será cassada a aposentadoria ou a disponibilidade do inativo que houver praticado na atividade, falta punível com a demissão.
Art 151 A exoneração de cargo em comissão, de não ocupante de cargo efetivo, será aplicada nos casos de infração sujeita as penalidades de suspensão e demissão.
Art 152 A demissão ou a destituição de cargo em comissão nos casos dos incisos IV, VIII e X do art. 147, implica a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao Erário, sem prejuízo de ação penal cabível.
Art 153 A demissão ou a destituição de cargo em comissão por infringência ao art. 132, incisos X e XII, incompatibiliza o ex-funcionário para nova investidura em cargo público, pelo prazo mínimo de 5 (cinco) anos.
Parágrafo Único. Não poderá retornar ao serviço público municipal, o funcionário que for demitido ou destituído do cargo em comissão por infringência do art. 147, incisos I, V, VIII, X e XI.
Art 154 Configura abandono do cargo, a ausência intencional do funcionário ao serviço, por mais de 30 (trinta) dias consecutivos.
Art 155 Entende-se por inassiduidade habitual a falta ao serviço, sem causa justificada, por 60 (sessenta) dias, interpoladamente, durante o período de 12 (doze) meses.
Art 156 O ato de imposição da penalidade mencionará, sempre, o fundamento legal e a causa da sanção disciplinar.
Art 157 As penalidades disciplinares serão aplicadas:
I – pelo prefeito, pelo Presidente da Câmara Municipal e pelo dirigente superior de autarquia e fundação, quando se tratar de demissão e cassação de aposentadoria ou disponibilidade de funcionário, vinculado ao respectivo poder, órgão ou entidade;
II – pelas autoridades administrativas de hierarquia, imediatamente inferior àquelas mencionadas no inciso I, quando se tratar de suspensão superior a 30 (trinta) dias;
III – pelo chefe da repartição e outra autoridade, na forma dos respectivos regimentos ou regulamentos, nos casos de advertência ou de suspensão de até 30 (trinta) dias;
IV – pela autoridade que houver feito a nomeação, quando se tratar de destituição de cargo em comissão, de não ocupante de cargo efetivo.
Art 158 A ação disciplinar prescreverá:
I – em 5 (cinco) anos, quanto as infrações puníveis com demissão, cassação de aposentadoria ou disponibilidade e destituição de cargo em comissão;
II – em 2 (dois) anos, quanto à suspensão;
III – em 180 (cento e oitenta) dias, quanto à advertência.
§1º. O prazo de prescrição começa a decorrer da data em que o fato se tornou conhecido.
§ 2º. Os prazos de prescrição previstos na lei penal, aplicam-se às infrações disciplinares capituladas também como crime.
§ 3º. A abertura de sindicância ou a instauração de processo disciplinar interrompe a prescrição, até a decisão final proferida por autoridade competente.
§ 4º. Interrompido o curso de prescrição, esse recomeçará a correr pelo prazo restante, a partir do dia em que cessar a interrupção.
CAPITULO II
DO PROCESSO ADMINISTRATIVO SEÇÃO I DISPOSIÇÕES GERAIS
Art 159 A autoridade que tiver ciência de irregularidade no serviço público é obrigada a promover a sua apuração imediata, mediante sindicância ou processo disciplinar, assegurada ao acusado ampla defesa.
Art 160 As denúncias sobre irregularidades serão objeto de apuração, desde que contenham a identificação e o endereço do denunciante, e sejam formuladas por escrito, confirmada a autenticidade.
Parágrafo Único. Quando o narrado, não configurar evidente infração disciplinar ou ilícito penal, a denúncia será arquivada, por falta de objeto.
Art 161 Da sindicância poderá resultar:
I – arquivamento do processo;
II – aplicação de penalidade de advertência ou suspensão, de até 30 (trinta) dias; III – instauração de processo disciplinar.
Art 162 Sempre que o ilícito praticado pelo funcionário, ensejar a imposição de penalidade de suspensão, por mais de 30 (trinta) dias, ou de demissão, extinção de aposentadoria ou disponibilidade, ou ainda, destituição de cargo em comissão, será obrigatória a instauração de processo disciplinar.
SEÇÃO II
DO AFASTAMENTO PREVENTIVO
Art 163 Como medida cautelar e a fim de que o funcionário não venha a influir na apuração de irregularidade, a autoridade instauradora do processo disciplinar, poderá ordenar o afastamento do exercício do cargo, pelo prazo de até 60 (sessenta) dias, sem prejuízo da remuneração.
Parágrafo Único. O afastamento poderá ser prorrogado por igual prazo, findo o qual cessarão os seus efeitos, ainda que não concluído o processo.
SEÇÃO III
DO PROCESSO DISCIPLINAR
SUBSEÇÃO I
DISPOSIÇÕES GERAIS
Art 164 O processo disciplinar é o instrumento destinado a apurar as responsabilidades do funcionário por infração, praticada no exercício de suas atribuições, ou que tenha relação imediata com as atribuições de cargo em que se encontre investido.
Art 165 O processo disciplinar será conduzido por comissão composta de 3 (três) funcionários estáveis, designados pela autoridade competente que indicará, entre eles, o seu presidente.
§ 1º. A comissão terá como secretário, funcionário designado pelo seu presidente, podendo a designação recair em um de seus membros.
§ 2º. Não poderá participar de comissão de sindicância ou de inquérito, cônjuge, companheiro ou parente do acusado, consanguíneo ou afim, em linha reta colateral, até o terceiro grau.
Art 166 A comissão de inquérito exercerá suas atividades com independência e imparcialidade, assegurado o sigilo necessário à elucidação do fato ou exigido pelo interesse da administração.
Art 167 O processo disciplinar se desenvolve nas seguintes fases:
I – instauração, com a publicação do ato que constituir a comissão;
II – Inquérito administrativo, que compreende instauração, defesa e relatório;
III – julgamento.
Art 168 O prazo para a conclusão do processo disciplinar não excederá 60 (sessenta) dias, contados da data de publicação do ato de constituir a comissão, admitida a sua prorrogação por igual prazo, quando as circunstâncias o exigirem.
§ 1º. Sempre que necessário, a comissão dedicará tempo integral aos seus trabalhos, ficando seus membros dispensados do ponto, até a entrega do relatório final.
§ 2º. As reuniões da comissão serão registradas em atas, que deverão detalhar as deliberações adotadas.
SUBSEÇÃO II
DO INQUÉRITO
Art 169 O inquérito administrativo será contraditório, assegurada ao acusado ampla defesa, com a utilização dos meios e recursos admitidos em direito.
Art 170 Os autos da sindicância integrarão o processo disciplinar, como peça informativa da instrução.
Parágrafo Único. Na hipótese do relatório da sindicância concluir que a infração está capitulada como ilícito penal, a autoridade encaminhará cópias dos autos ao Ministério Público, independentemente de imediata instrução do processo disciplinar.
Art 171 Na fase do inquérito, a comissão promoverá a tomada de depoimento, acareação, investigações e diligências cabíveis, objetivando a coleta de prova, recorrendo, quando necessário, à técnicos e pleitos, de modo a permitir a completa elucidação dos fatos.
Art 172 É assegurado ao funcionário o direito de acompanhar o processo, pessoalmente ou por intermédio de procurador, arrolar e inquirir testemunhas, provas e contraprovas e formular quesitos, quando se tratar de prova pericial.
§ 1º. O presidente da comissão poderá denegar pedidos considerados impertinentes, meramente protelatórios ou de nenhum interesse para o esclarecimento dos fatos.
§ 2º. Será indeferido o pedido de prova pericial, quando a comprovação do fato independer de conhecimento especial de perito.
Art 173 As testemunhas serão intimadas a depor mediante mandato expedido pelo presidente da comissão, devendo a segunda via, com o ciente do interessado, ser anexada aos autos.
Parágrafo Único. Se a testemunha for funcionário público, a expedição do mandato será imediatamente comunicado ao chefe da repartição a que estiver lotado, com a indicação do dia e da hora marcados para a inquirição.
Art 174 O depoimento será prestado oralmente e reduzido a termo, não sendo lícito à testemunha trazê-lo por escrito.
§ 1º. As testemunhas serão inquiridas separadamente.
§ 2º. Na hipótese de depoimentos contraditórios, preceder-se-á a acareação entre os depoentes.
Art 175 Concluída a inquirição das testemunhas, a comissão proverá o interrogatório do acusado, observados os procedimentos previstos nos artigos 172 e 173.
§ 1º. No caso de mais de um acusado, os mesmos serão ouvidos, separadamente, e, sempre que divergirem suas declarações sobre os fatos ou circunstâncias, será promovida acareação entre eles.
§ 2º. O procurador do acusado poderá assistir ao interrogatório, bem como a inquirição das testemunhas, sendo-lhe vedado interferir nas perguntas e respostas, facultando-lhe, porém, reinquiri-las, por intermédio do presidente da comissão.
Art 176 Quando houver dúvida sobre a sanidade mental do acusado, a comissão proporá à autoridade competente, que ele seja submetido a exame por junta médica oficial, da qual participe pelo menos um médico psiquiatra.
Parágrafo Único. O incidente de sanidade mental será processado em auto apartado e apenso ao processo principal, após a expedição do laudo pericial.
Art 177 Tipificada a infração disciplinar será formulado o indiciamento do funcionário, com a especificação dos fatos a ele imputados e das respectivas provas.
§ 1º. O indiciado será citado por mandato expedido pelo presidente da comissão, para apresentar defesa escrita, no prazo de 10 (dez) dias, assegurando-lhe vista ao processo.
§ 2º. Havendo 2 (dois) ou mais indicados, o prazo será comum, e de 20 (vinte) dias.
§ 3º. O prazo de defesa poderá ser prorrogado pelo dobro, para diligências reputadas indispensáveis.
§ 4º. No caso de recusa do indiciado em apor o ciente na cópia da citação, o prazo para a defesa, contar–se–á da data declarada em termo próprio, pelo membro da comissão que fez a citação.
Art 178 O indiciado que mudar de residência fica obrigado a comunicar a comissão, o lugar onde poderá ser encontrado.
Art 179 Achando-se o indiciado em lugar incerto e não sabido, será citado por edital, publicado em órgão oficial do Estado ou em jornal de grande circulação na localidade e afixado, em lugar visível, no prédio da Prefeitura, para apresentar defesa.
Parágrafo Único. Na hipótese deste artigo, o prazo para defesa será de 15 (quinze) dias, a partir da publicação do edital.
Art 180 Considerar–se–á revel o indiciado que, regularmente citado, não apresentar defesa no prazo legal.
§ 1º. A revelia será declarada por termo, nos autos do processo e devolverá o prazo para defesa.
§ 2º. Para defender o indiciado revel, a autoridade instauradora do processo, designará um funcionário como defensor dativo, de cargo de nível igual ou superior ao do indiciado.
Art 181 Apreciada a defesa, a comissão elaborará relatório minucioso, onde resumirá as peças principais dos autos e mencionará as provas em que se baseou, para formar a sua convicção.
§ 1º. O relatório será sempre conclusivo quanto à inocência ou a responsabilidade do funcionário.
§ 2º. Reconhecida a responsabilidade do funcionário, a comissão indicará o dispositivo legal ou regulamentar transgredido, bem como as circunstâncias agravantes ou atenuantes.
Art 182 O processo disciplinar, com o relatório da comissão, será remetido a autoridade que determinou a sua instauração, para julgamento.
SUBSEÇÃO III
DO JULGAMENTO
Art 183 No prazo de 60 (sessenta) dias, contados de recebimento do processo, a autoridade julgadora proferirá a sua decisão.
§ 1º. Se a penalidade a ser aplicada exceder a alçada da autoridade do processo, este será encaminhado à autoridade competente que decidirá em igual prazo.
§ 2º. Havendo mais de um indiciado e diversidade de sanções, o julgamento caberá á autoridade competente, para imposição de pena mais grave.
§ 3º. Se a penalidade for a demissão ou cassação de aposentadoria ou disponibilidade, o julgamento caberá às autoridades de que trata o inciso I, do artigo 156.
Art 184 O julgamento se baseará no relatório da comissão, salvo quando contrário às provas dos autos.
Parágrafo Único. Quando o relatório da comissão contrariar as provas dos autos, a autoridade julgadora poderá, motivadamente, agravar a penalidade de proposta, abrandá-la ou isentar o funcionário de responsabilidade.
Art 185 Verificada a existência de vício insanável, a autoridade julgadora declarará a nulidade total ou parcial do processo e ordenará a constituição de outra comissão para a instauração de novo processo.
§ 1º. O julgamento fora do prazo legal não implica nulidade de processo.
§ 2º. A autoridade julgadora que der causa a prescrição de que trata o art. 157, parágrafo 1º, será responsabilizada da forma desta lei.
Art 186 Extinta a punibilidade pela prescrição, a autoridade julgadora determinará o registro do fato, nos assentamentos individuais do funcionário.
Art 187 Quando a infração estiver capitulada como crime, o processo disciplinar será remetido ao Ministério Público, para a instauração de ação penal, ficando um translado na repartição.
Art 188 O funcionário que responde a processo disciplinar, só poderá ser exonerado a pedido, ou aposentado voluntariamente, após a conclusão do processo e o cumprimento da penalidade, acaso aplicada.
Parágrafo Único. Ocorrida a exoneração de que trata o art. 36, parágrafo único, inciso I, o ato será convertido em demissão se for o caso.
Art 189 Serão assegurados transportes e diárias:
I – ao funcionário convocado para prestar depoimento fora da sede de sua repartição, na condição de testemunha, denunciado ou indiciado;
II – aos membros da comissão e ao secretário, quando obrigados a se deslocarem da sede dos trabalhos, para a realização de missão essencial para esclarecimento dos fatos.
SUBSEÇÃO IV
DA REVISÃO DO PROCESSO
Art 190 O processo disciplinar poderá ser revisto, a qualquer tempo a pedido ou de oficio, quando se aduzirem fatos novos ou circunstâncias suscetíveis e justificarem, a inocência do punido ou a inadequação da penalidade aplicada.
§ 1º. Em caso de falecimento, ausência ou desaparecimento do funcionário, qualquer pessoa da família poderá requerer a revisão do processo.
§ 2º. No caso da incapacidade mental do funcionário, a revisão será requerida pelo respectivo curador.
Art 191 No processo revisional, o ônus da prova cabe ao requerente.
Art 192 A simples alegação de injustiça da penalidade não constitui fundamento para a revisão, que requer elementos novos ainda não apreciados no processo originário.
Art 193 O requerimento de reversão de processo será dirigido ao Ministério Público ou a autoridade equivalente, que, se autoriza-la, encaminhará o pedido ao dirigente de órgão ou entidade onde se originou o processo disciplinar.
Parágrafo Único. Recebida a petição, o dirigente do órgão ou entidade, providenciará a constituição de comissão, na forma prevista no artigo 164, desta lei.
Art 194 A revisão correrá, em apenso, ao processo originário.
Parágrafo Único. Na petição inicial, o requerente pedirá dia e hora para a produção de provas e inquirição das testemunhas que arrolar.
Art 195 A comissão revisora terá até 60 (sessenta) dias para a conclusão dos trabalhos, prorrogáveis por igual prazo, quando as circunstâncias o exigirem.
Art 196 Aplicam-se aos trabalhos da comissão revisora, no que couber, as normas e procedimentos próprios da comissão do processo disciplinar.
Art 197 O julgamento caberá á autoridade que aplicou a penalidade.
Parágrafo Único. O prazo para o julgamento será de até 60 (sessenta) dias, contados do recebimento do processo, no curso do qual a autoridade julgadora poderá determinar diligências.
Art 198 Julgada procedente a revisão, será declarada sem efeito a penalidade aplicada, restabelecendo-se todos os direitos do funcionário, exceto, em relação a destituição de cargo em comissão, que será convertida em exoneração.
Parágrafo Único. Da revisão do processo não poderá resultar em agravamento de penalidade.
TITULO IV
DISPOSIÇÕES FINAIS
CAPITULO I
DISPOSIÇÕES GERAIS
Art 190 Consideram-se dependentes do funcionário, além do cônjuge e filhos, quaisquer pessoas que vivam ás suas expensas e consistem de seu assentamento individual.
Art 200 Os instrumentos de procuração utilizados para recebimento de direito ou vantagens de funcionário municipais, terão validade por 12 (doze) meses, devendo ser renovados após findo esse prazo.
Art 201 Para todos os efeitos previstos nesta lei, e em leis do município, os exames de sanidade física e mental serão obrigatoriamente realizados por médico da prefeitura ou, na sua falta, por médico credenciado pelo município.
§ 1º. Em casos especiais, atendendo a natureza da enfermidade, a autoridade municipal poderá designar junta médica para proceder ao exame, dela fazendo parte, obrigatoriamente, o médico do município ou o médico credenciado pela autoridade municipal.
§ 2º. Os atestados médicos concedidos aos funcionários municipais, quando em tratamento fora do município, terão sua validade condicionada à ratificação posterior pelo médico do município.
Art 202 Contar–se–ão por dia corridos os prazos previstos nesta lei.
Parágrafo Único. Não se computará no prazo o dia inicial, prorrogando-se para o primeiro dia útil o vencimento que incidir em sábado, domingo ou feriado.
Art 203 É vedado ao funcionário, servir sob chefia imediata, de cônjuge ou parente até 2º (segundo) grau, salvo em cargo de livre escolha, não podendo exceder de 2 (dois) o seu número.
Art 204 São isentos de taxas, emolumentos ou custas os requerimentos, certidões e outros papéis que, na esfera administrativa, interessem ao funcionário municipal, ativo ou inativo, nessa qualidade.
Art 205 É vedado exigir atestado de ideologia, como condição de posse ou exercício em cargo público.
Art 206 A presente lei aplicar-se-á aos funcionários da Câmara Municipal e ao presidente desta, as atribuições reservadas ao Prefeito Municipal, quando for o caso.
Art 207 Poderão ser admitidos, para cargos adequados, funcionários de capacidade física reduzida, aplicando-se processos especiais de seleção.
Art 208 A jornada de trabalho nas repartições municipais será fixada por decreto do Prefeito Municipal.
Art 209 O Prefeito Municipal baixará, por decreto, os regulamentos necessários à execução da presente lei.
CAPITULO II
DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS
Art 210 Ficam submetidos ao regime previsto nesta lei, os servidores estatutários da administração direta, das autarquias e das fundações públicas municipais.
Art 211 O serviço de pessoal dos órgãos e entidades referidos no artigo anterior, informará aos servidores admitidos pelo regime de Consolidação das leis do trabalho (CLT) sobre as vantagens e desvantagens do regime instituído por esta lei.
§1º. Os servidores de que trata este artigo, quando tiverem sido admitidos por concurso, desde que optem pelo regime estatutário previsto nesta lei, terão seus empregos transformados em cargos e serão imediatamente efetivados.
§2º. A opção de que trata o parágrafo anterior dar-se-á no prazo de 60 (sessenta) dias a contar da publicidade desta lei.
§3º. Os servidores estáveis e não concursados que optarem pelo regime instituído por esta lei, serão enquadrados em extinção, até que sejam aprovados em concurso público para fins de efetivação.
§4º. Os servidores não estáveis e não concursados terão seus empregos extintos, instantânea, ou gradativamente, na medida em que i interesse público exigir, e serão imediatamente exonerados.
§5. O concurso público previsto no parágrafo 3º, deste artigo será realizado no prazo de até 9 (nove) meses a cotar da data da publicação desta lei.
§6. Aos servidores que tiverem seus contratos de trabalho extintos na forma prevista no parágrafo 4º. deste artigo, serão assegurados, quando da exoneração, todos os direitos previstos nesta legislação.
§7º. Resolvido o contrato de trabalho com a transferência do servidor do regime da CIT para o estatutário, em decorrência desta lei, assiste-lhe o direito de movimentar a conta vinculada ao FGTS.
Art 212 Os servidores não estáveis e não concursados poderão se submeter ao concurso público previsto no artigo 210º observando o interstício exigido para fins de estabilidade.
Art 213 A procuradoria jurídica do município recorrerá até a ultima instância judicial em processo cuja decisão tenha sido contrária ao interesse do município, inclusive quando decorrente da instituição do regime instituído por esta lei.
Art 214 A lei municipal estabelecerá critérios para compatibilização de seus quadros de pessoal ao disposto nesta lei e a reforma administrativa dela decorrente.
Art 215 A lei municipal fixará as diretrizes dos planos de carreira para a Administração direta, as autarquias e as fundações municipais, de acordo com suas peculiaridades.
Art 216 O dia 28 (vinte e oito) de outubro será consagrado ao funcionário público municipal.
Art 217 Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogando-se as disposições em contrário, em especial as constantes da Lei nº 667 de 27/09/91.
Prefeitura Municipal de Taiobeiras, 12 de julho de 1993.
MARIA MATOS DE SENA
Prefeita Municipal
Este texto não substitui o publicado na forma do art. 115 da Lei Orgânica Municipal no Quadro de Avisos da Prefeitura
Ato | Ementa | Data |
---|---|---|
LEI ORDINÁRIA Nº 1002, 28 DE DEZEMBRO DE 2006 | Dispõe sobre o pagamento de precatórios judiciais e o pagamento de condenações judiciais consideradas de pequeno valor. | 28/12/2006 |