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4ª Edição da Olimpíada de Língua Portuguesa escrevendo o Futuro
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O Departamento Municipal de Educação parabeniza os alunos, professores, supervisores e direção das escolas: Escola Estadual Deputado Chaves Ribeiro, Escola Estadual Doutor José Americano Mendes, Escola Estadual Presidente Tancredo Neves, Escola Municipal João da Cruz Santos, Escola Municipal João Santana, Escola Municipal Tiradentes pela participação na 4ª Edição da Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro com o Tema: “O Lugar Onde Vivo” e agradece a Comissão Julgadora Municipal pelo trabalho realizado na escolha dos textos.

 

TEXTOS VENCEDORES DA ETAPA MUNICIPAL:

POEMA - TEXTO NÚMERO: 328.614

ESCOLA ESTADUAL DR. JOSÉ AMERICANO MENDES

Título: Coração Brasileiro

 

O coração do Brasil

As raízes sertanejas

O fogão à lenha

A tradição da família brasileira

De tudo aqui se encontra

No interior de Minas Gerais

A cada hora bate o sino da igreja

Um povo religioso, de igual fé se almeja.

Fiéis à nossa padroeira

Nossa Senhora de Fátima

Nome de bairro e de praça.

Ah! As praças...

Na minha cidade são sortidas

Sete de Setembro, 13 de Maio

Viva Vida e Praça da Bíblia.

O chão da minha terra

É o cerrado mineiro

A amada Taiobeiras

Que retira do pão de queijo e do pequi

O seu delicioso cheiro.


Aluna Camily Rodrigues Oliveira – 6° Ano

 

MEMÓRIAS LITERÁRIAS - TEXTO NÚMERO: 326.403

ESCOLA MUNICIPAL JOÃO SANTANA


Título: Por exemplo...eu,

 

Por exemplo ...eu Sou de uma família de quatro irmãos. Sempre fomos muito unidos. Papai jamais permitia qualquer discórdia entre nós. Desde muito cedo fomos colocados na lida. Eu e meus irmãos trabalhávamos o dia inteiro. Recordo-me que nós, os meninos, íamos para a roça com o pai, enquanto as meninas ficavam em casa para ajudar a mãe e aprender os afazeres do lar, pois moça que não sabia zelar de uma casa não arranjava casamento.

 

Frequentei a escola até a 4°série. Não pude estudar muito, a escola era longe e a viagem demorada; o tempo deveria ser aproveitado para o trabalho nas lavouras, era sustento da casa.

 

No domingo não trabalhávamos, então tinha o tempo para brincar. Apesar de rapazotes, ainda brincávamos de cabo-de-guerra, esconde-esconde, passa anel e caí no poço. Era a maior algazarra.

 

Não costumávamos frequentar festas nas redondezas, pois geralmente era muito longe e infelizmente não tínhamos animais de monta para todos. No mês de junho sim, a festança era em nossa casa. Vinha gente de todo canto. O forró se arrastava por uns três dias e a comilança descontrolada não tinha limite. Que saudades tenho daquela folia!

 

Éramos felizes, mas nem tudo era festa, me lembro do olhar firme do pai quando aprontávamos alguma travessura... O chinelão de pneu cantava em nossos traseiros. Isso nos amedrontava e nos fazia pensar bem antes de aceitar os convites para qualquer malinesa.

 

Fomos criados assim, sem nenhum luxo, mas com muito amor, carinho, respeito e honestidade.

 

As coisas mudaram muito de lá pra cá. Hoje crio meus filhos em um mundo muito diferente, contudo, sonho em me tornar- assim como foi com meu pai, meu avô, meu bisavô -um exemplo de vida e de homem.

 

Baseado na história de Jaime Ferreira de Andrade

 

Aluno: Emerson Lopes de Andrade - 8° Ano

 

 

 

 CRÔNICA - TEXTO NÚMERO: 284.177

ESCOLA ESTADUAL PRESIDENTE TANCREDO NEVES

Título: O silêncio do galo cantador

 

A madrugada já não era mais a mesma, o frio não era o mesmo. Onde estaria o seu canto? O terreiro já não tinha o seu brilho. Naquele dia tudo estava diferente. Havia algo naquele silêncio.

Ao amanhecer, Luiz sentiu algo no seu coração e foi ver o que tanto o pertubava, o que havia acontecido. Mal poderia acreditar no que estava vendo. De repente, sua mãe, Eunice, ouviu um grito forte vindo do seu quintal. Era do Luiz que estava ao lado do seu galo cantador. Sua mãe saiu desesperada para encontrá-lo. Chamou pelo seu nome.

__ Luiz, Luiz, onde você está?

__Aqui, mãe no poleiro! Venha ver!

A mãe ao chegar no poleiro viu o galo, ele estava caído de olhos arregalados, frio. O garoto estava de joelhos, com os olhos cheios de lágrimas. Aquele parecia seu último adeus.

O silêncio e a dor contagiaram a todos ali. Como amanhecer sem aquele canto? Como não chorar por um amigo que o acompanhava a tantos anos? Como seria a vida de todos ali daquele dia pra frente?

A partir daquele dia, o terreiro, o poleiro, a fazenda Buracão já não seriam mais os mesmos. Ninguém iria imaginar o que contagiaria a todas os vizinhos que acostumavam ouvir o seu canto logo ao amanhecer. Até os animais ficaram silenciosos. Todos ficaram tristes por um companheiro que se foi.

 

Aluna: Katielly Rodrigues dos Santos - 9° Ano

 

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